Como Trabalhamos

Nossa
Atuação

Atuação do Projeto Onças do Iguaçu na floresta

A conservação da onça-pintada exige uma abordagem integrada. Trabalhamos em quatro pilares fundamentais: Pesquisa, Engajamento, Coexistência e Comunicação.

O Ponto de Partida

Pesquisa

A pesquisa científica é a base das ações do Projeto Onças do Iguaçu. É por meio dela que compreendemos a ecologia da onça-pintada, monitoramos a dinâmica populacional e geramos conhecimento aplicado para garantir sua conservação no Corredor Verde da Mata Atlântica.

Monitoramento contínuo de fauna

Realizado de forma sistemática desde 2019, o monitoramento de fauna utiliza uma rede permanente de armadilhas fotográficas distribuídas pelo Parque Nacional do Iguaçu. Esse esforço contínuo permite identificar individualmente as onças-pintadas e acompanhar aspectos como reprodução, dispersão, sobrevivência, uso do habitat e comportamento ao longo do tempo.

Ao longo dos anos, a rede de monitoramento foi ampliada, aumentando o esforço amostral e a qualidade das informações geradas. Além das onças-pintadas, centenas de registros de outras espécies ajudam a compreender a dinâmica da fauna e a saúde do ecossistema.

Os dados obtidos subsidiam pesquisas científicas e orientam estratégias de conservação, permitindo entender como as onças utilizam a paisagem, avaliar o sucesso reprodutivo da população e embasar ações para reduzir conflitos entre pessoas e grandes felinos.

Instalação de armadilha fotográfica

Instalação de armadilhas fotográficas para censo de onças-pintadas

Veado-bororó

Veado-bororó (Mazama nana) registrado no monitoramento

Jaguatirica

Jaguatirica (Leopardus pardalis) registrada em campo

Gráfico Evolução

Evolução da população de onças-pintadas no Parque Nacional do Iguaçu

Mapa de pontos

Pontos e amostragem do censo no Parque Nacional do Iguaçu

Censo de Onças-Pintadas

O Censo de Onças-Pintadas é uma das principais ações de pesquisa do Projeto Onças do Iguaçu. Realizado a cada dois anos em parceria com o Proyecto Yaguareté (Argentina), ele monitora a população da espécie em todo o Corredor Verde da Mata Atlântica, formando o maior esforço binacional de monitoramento de onças-pintadas desse bioma.

Por meio da instalação de centenas de armadilhas fotográficas, identificamos individualmente cada animal e estimamos o tamanho e a dinâmica da população ao longo do tempo. Esses dados orientam estratégias de conservação, avaliam a efetividade das ações de manejo e apoiam a proteção da espécie em toda a região.

Estudo de base de presas

A disponibilidade de presas é um dos principais fatores para a manutenção de populações viáveis de onças-pintadas. Em parceria com instituições de pesquisa, desenvolvemos estudos que estimam a abundância e a biomassa das principais espécies que compõem sua dieta, como queixadas, catetos, veados, antas e pacas.

Os resultados demonstraram que o Corredor Verde da Mata Atlântica abriga a maior disponibilidade de presas entre as áreas estudadas, reforçando seu papel como uma das regiões mais importantes para a conservação da onça-pintada. Além disso, evidenciaram que a redução da pressão humana é fundamental para manter populações saudáveis de presas e, consequentemente, garantir a persistência da espécie

Grid presas

Grid amostral do estudo de base de presas

Dieta e ecologia isotópica

Em parceria com a ESALQ/CENA-USP, por meio do Laboratório de Ecologia, Manejo e Conservação da Fauna (LEMaC), desenvolvemos estudos sobre a dieta e a ecologia isotópica das onças-pintadas e onças-pardas do Parque Nacional do Iguaçu.

As pesquisas revelam como esses predadores utilizam os recursos alimentares e compartilham o ambiente. Os resultados mostram que a onça-pintada depende principalmente de presas de grande porte, como catetos e queixadas, enquanto a onça-parda apresenta maior flexibilidade alimentar. As análises também evidenciam a importância dos ambientes florestais na manutenção de cadeias alimentares saudáveis, fornecendo informações essenciais para orientar estratégias de conservação dos grandes felinos e de suas presas.

Triagem

Processamento de amostras no laboratório do LEMaC/ESALQ

Captura e monitoramento por telemetria

A captura e o monitoramento de onças-pintadas com colares GPS são ferramentas fundamentais para compreender a ecologia da espécie e promover a coexistência entre pessoas e grandes felinos. Realizada seguindo rigorosos protocolos de bem-estar animal e segurança, essa atividade permite acompanhar, em tempo real, os deslocamentos e o uso da paisagem por cada indivíduo.

Essas informações revelam como as onças utilizam o território, identificam áreas prioritárias para conservação, corredores ecológicos e regiões com maior potencial de conflito com atividades humanas. O monitoramento também permite antecipar situações de risco, orientar ações preventivas junto às comunidades rurais e subsidiar medidas que protegem as onças, os produtores, os rebanhos e outros animais domésticos.

Durante a captura, também são realizados exames clínicos e a coleta de amostras biológicas, gerando informações sobre saúde, genética, reprodução e doenças. Esses dados ampliam o conhecimento científico sobre a espécie e fornecem subsídios para o manejo e a conservação da população de onças-pintadas do Iguaçu.

Onça com colar

Onça-pintada monitorada com rádio-colar

Protocolo de captura

Protocolo de captura e colarização

O colar de monitoramento machuca a onça-pintada?

Não. Os colares utilizados em pesquisas científicas são desenvolvidos especificamente para grandes felinos e seguem rigorosos protocolos veterinários e de bem-estar animal. Cada equipamento é ajustado individualmente ao animal, pesa menos de 3% do seu peso corporal e não interfere em seus movimentos, alimentação, caça ou comportamento natural.

Durante todo o período de monitoramento, as onças são acompanhadas pela equipe técnica para verificar seu estado de saúde e o funcionamento do equipamento. Ao final do estudo, os colares são removidos ou possuem mecanismos de desprendimento programado, evitando que permaneçam no animal por tempo indeterminado.

Saúde Única

O Projeto integra ciência e manejo ao investigar a interface entre fauna silvestre e atividades humanas. Compreendemos que a saúde dos ecossistemas, da fauna silvestre e dos animais domésticos estão profundamente interligadas, e essas informações subsidiam ações diretas de manejo e redução de impactos.

Programa Cãoservação

O Cãoservação é um programa do Projeto Onças do Iguaçu criado para ampliar as estratégias de conservação da onça-pintada e de outros carnívoros silvestres por meio da Saúde Única. Surgiu após a identificação de que muitos cães e gatos das comunidades do entorno do Parque Nacional do Iguaçu apresentavam condições sanitárias precárias, baixa cobertura vacinal e acesso limitado à castração, representando riscos à fauna silvestre devido à intensa interação entre animais domésticos, vida silvestre e pessoas.

O programa busca conhecer o perfil demográfico e sanitário dos cães e gatos domiciliados, monitorar a circulação de agentes infecciosos e desenvolver ações preventivas para reduzir esses riscos. Para isso, promove campanhas de vacinação contra a raiva e outras doenças infecciosas, incentivo à castração, educação em saúde e guarda responsável.

Desde sua criação, o Cãoservação já imunizou mais de mil animais, protegendo a saúde das comunidades, dos animais domésticos e da fauna silvestre. Além disso, fortalece o vínculo com os moradores do entorno, mostrando que a conservação da onça-pintada depende também do cuidado com os animais domésticos e do engajamento das pessoas, promovendo a coexistência entre pessoas, fauna silvestre e animais domésticos.

Programa Cãoservação
Vacinação de animais
Engajamento com a comunidade

Pesquisas em Parceria

Estabelecemos parcerias com outros pesquisadores e instituições para aproveitar ao máximo os dados obtidos pelo projeto. Essas parcerias incluem análises de genética populacional, saúde e status sanitário dos animais, contribuindo para avaliar a viabilidade da população a longo prazo e identificar possíveis riscos, como doenças ou perda de variabilidade genética.

Conectividade e Conservação

O projeto investiga a conectividade entre fragmentos florestais, analisando o uso de corredores naturais e o deslocamento da fauna. Esses dados são fundamentais para orientar ações que garantam a manutenção e a recuperação de áreas estratégicas para a espécie.

O Lado Humano da Conservação

Engajamento

O engajamento é um dos pilares do Projeto Onças do Iguaçu. Nossas ações aproximam as pessoas da conservação por meio da educação, do diálogo e da participação comunitária. Trabalhamos com escolas, comunidades, produtores rurais, povos indígenas, visitantes e diferentes setores da sociedade para transformar o medo em conhecimento, o conhecimento em participação e fortalecer a coexistência entre pessoas e onças-pintadas.

Conexão com a comunidade

O projeto desenvolve iniciativas voltadas a diferentes públicos, levando informação e experiência direta com a temática da conservação. O programa Onça na Escola atua em instituições de ensino com atividades como palestras, teatro e exposições, enquanto o Onça Itinerante leva essas ações para espaços públicos e eventos, ampliando o alcance junto à população.

Trilha da Onça

Imersão na natureza durante a Trilha da Onça

Experiência no território

A aproximação com o ambiente natural é promovida por meio da Trilha da Onça, que proporciona vivências no Parque Nacional do Iguaçu, incluindo observação da fauna, acompanhamento de atividades de monitoramento e conversas sobre a importância da conservação.

Programa Onça na Escola

O Programa Onça na Escola é uma iniciativa do Programa de Coexistência do Projeto Onças do Iguaçu, voltada à comunidade escolar da rede pública dos dez municípios lindeiros ao Parque Nacional do Iguaçu.

O programa nasceu da necessidade de ampliar o acesso a informações sobre as onças, sua importância para o território e os desafios de sua conservação. Por meio de atividades educativas, aproxima ciência, escola e comunidade, estimulando a reflexão, o vínculo com a fauna e o protagonismo de crianças, jovens e professores.

As ações são orientadas por três pilares: Educação Ambiental Crítica, Pedagogia do Afeto e Teoria da Mudança. Juntos, eles estruturam atividades que vão além da transmissão de informações, buscando estimular conhecimentos, sentimentos, atitudes e comportamentos favoráveis à conservação.

A proposta é contribuir, no médio e longo prazo, para reduzir a percepção de risco em relação às onças, fortalecer atitudes positivas em relação à fauna e ampliar a participação da comunidade na conservação. Assim, o Onça na Escola busca pavimentar o caminho para um futuro de coexistência entre pessoas e onças no território do Parque Nacional do Iguaçu.

Onça na Escola

Atividades lúdicas do programa Onça na Escola

Leve nossos projeto até você!

Tem interesse em receber as atividades do Onça na Escola ou do Onça Itinerante?

Entre em contato conosco através do e-mail:
projetooncasdoiguacu@gmail.com

Iniciativas de Engajamento

Outras iniciativas reforçam essa conexão de forma contínua, levando a mensagem da conservação para os mais diversos ambientes e parceiros.

Bafo de Onça

Bafo de Onça

O Bafo de Onça leva a conservação para onde a conversa acontece.

Realizado em bares e outros espaços de convivência, promove encontros descontraídos entre pesquisadores, comunidade e convidados para discutir ciência, conservação e coexistência de forma acessível, participativa e sem formalidades.

Mutirão da Onça

Mutirão da Onça

A conservação também pode deixar um legado para as pessoas. O Mutirão da Onça reúne comunidades, voluntários e parceiros para realizar ações que atendem necessidades locais, demonstrando que conservar a onça-pintada também pode deixar um legado para as pessoas. O Mutirão da Onça reúne comunidades, voluntários e parceiros para realizar ações que atendem necessidades locais, demonstrando que conservar a onça-pintada também significa gerar benefícios para quem compartilha esse território com ela.

Onça Grafiteira

Onça Grafiteira

Fruto da parceria entre o Projeto Onças do Iguaçu e o artista Igor Izy, o Onça Grafiteira leva a conservação para as ruas por meio da arte urbana. Os murais transformam paredes em grandes telas que contam a história da onça-pintada e inspiram orgulho, pertencimento e coexistência.

Com obras já presentes em cinco municípios do entorno do Parque Nacional do Iguaçu, a iniciativa busca criar uma galeria a céu aberto, com pelo menos um mural em cada um dos dez municípios da região.

Aeroporto Amigo da Onça

Aeroporto Amigo da Onça

Primeiro Aeroporto Amigo da Onça do Brasil, o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu desenvolve, em parceria com o Projeto Onças do Iguaçu e a Motiva, ações que aproximam milhares de passageiros da conservação da onça-pintada e da biodiversidade da Mata Atlântica.

A iniciativa demonstra como um dos principais portões de entrada do Parque Nacional do Iguaçu pode se tornar também uma porta de entrada para a conservação.

Onça Compensa

Onça Compensa

O Onça Compensa é uma ferramenta de engajamento comunitário que transforma a conservação da onça-pintada em oportunidades para as pessoas que vivem no entorno do Parque Nacional do Iguaçu. O programa identifica talentos locais e apoia o desenvolvimento de produtos e serviços aos quais a onça agrega valor, criando fontes alternativas de renda diretamente associadas à conservação da espécie.

Além de estimular o empreendedorismo local, o Projeto conecta os participantes a oportunidades de capacitação, intercâmbio, certificação e novos mercados, fortalecendo iniciativas que demonstram que manter as onças vivas também pode gerar benefícios para as comunidades.

Propriedade Amiga da Onça

Propriedade Amiga da Onça

O reconhecimento Propriedade Amiga da Onça valoriza produtores rurais que fazem da conservação parte do seu modo de produzir. São propriedades que apoiam a pesquisa científica, adotam boas práticas de manejo, protegem a biodiversidade e contribuem para a conservação da onça-pintada e do Parque Nacional do Iguaçu.

A avaliação é realizada pelo Projeto Onças do Iguaçu em conjunto com os proprietários, reconhecendo diferentes formas de contribuição, como a recuperação de áreas naturais, a agricultura sustentável e familiar, o apoio às pesquisas, a prevenção de conflitos com grandes felinos e a valorização do turismo de natureza. Ao receber a placa Propriedade Amiga da Onça, o produtor passa a integrar uma rede de pessoas que demonstram, na prática, que conservar e produzir podem caminhar juntos.

Rede Trinacional de Coexistência

Rede Trinacional de Coexistência

Criada em 2025 e coordenada inicialmente pelo Projeto Onças do Iguaçu, a Rede Trinacional de Coexistência reúne projetos, instituições e profissionais do Brasil, Argentina e Paraguai para fortalecer ações voltadas à coexistência entre pessoas e grandes felinos.

A Rede promove o intercâmbio de experiências, o desenvolvimento de protocolos conjuntos, capacitações, pesquisas e estratégias integradas de atuação, reconhecendo que os desafios da coexistência são compartilhados pelos três países. Ao conectar iniciativas e estimular o aprendizado conjunto, busca ampliar a efetividade das ações de conservação em toda a região da Tríplice Fronteira.

Com um plano de atuação de cinco anos, a Rede prevê encontros trinacionais, treinamentos, produção de materiais técnicos e intercâmbios entre equipes, utilizando o Centro de Conservação e Coexistência como uma de suas bases de formação. A iniciativa tem como objetivo consolidar-se como uma referência internacional em coexistência entre seres humanos e grandes felinos, com potencial para inspirar outras regiões da América do Sul.

Centro de Conservação e Coexistência (CCC)

Centro de Conservação e Coexistência (CCC)

Criado em 2025 pelo Projeto Onças do Iguaçu, o Centro de Conservação e Coexistência (CCC) é o primeiro espaço da região dedicado à capacitação em coexistência entre pessoas e grandes felinos. Localizado no Parque Nacional do Iguaçu, o Centro reúne treinamento, demonstração de técnicas e intercâmbio de experiências para fortalecer a conservação da onça-pintada.

O CCC recebe produtores rurais, agentes ambientais, universidades, equipes de projetos de conservação e instituições do Brasil, Argentina e Paraguai, oferecendo capacitações voltadas à prevenção de conflitos, boas práticas de manejo, atendimento a casos de predação, monitoramento de fauna e implementação de medidas preventivas em propriedades rurais.

Mais do que um espaço de treinamento, o Centro funciona como um polo trinacional de inovação e cooperação, fortalecendo a Rede Trinacional de Coexistência e demonstrando, na prática, que é possível proteger rebanhos, conservar as onças e promover uma convivência segura entre pessoas e fauna silvestre.

Ciscando o Futuro

Ciscando o Futuro

O Ciscando o Futuro é uma iniciativa do Projeto Onças do Iguaçu voltada à agricultura familiar, que promove segurança alimentar, geração de renda complementar e coexistência entre pessoas e grandes felinos.

O programa apoia pequenos produtores na implantação de galinheiros protegidos, que garantem o bem-estar das aves e reduzem significativamente o risco de predação por onças, jaguatiricas, graxains, gambás e outros predadores. Durante o dia, as galinhas permanecem em áreas de pastejo; à noite, ficam protegidas em estruturas seguras, conciliando produção e conservação.

Mais do que prevenir conflitos, o Ciscando o Futuro busca transformar as propriedades em modelos de produção sustentável, incentivando também iniciativas como a apicultura, hortas agroecológicas e sistemas agroflorestais, fortalecendo a autonomia das famílias e a valorização da conservação.

A implantação dos galinheiros conta com a parceria do Eco Park Foz, patrocinador da iniciativa, que financia a construção das estruturas e contribui para que a presença da onça esteja associada a oportunidades e benefícios para as comunidades do entorno do Parque Nacional do Iguaçu.

Crocheteiras da Onça

Crocheteiras da Onça

As Crocheteiras da Onça são um exemplo de como a conservação pode gerar oportunidades para as comunidades. O programa identifica e fortalece talentos locais, transformando o crochê — uma habilidade já presente entre muitas mulheres da região — em uma fonte de renda associada à conservação da onça-pintada.

Criado pelo Projeto Onças do Iguaçu, o grupo reúne atualmente 18 artesãs de Foz do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu e Matelândia, que produzem amigurumis e outras peças inspiradas na fauna brasileira. O Projeto oferece capacitação, apoio na organização do grupo e faz a ponte entre as crocheteiras e os compradores, ampliando o acesso ao mercado. Um dos princípios da iniciativa é que 100% da renda obtida com as vendas permaneça com as artesãs. O papel do Projeto é apoiar o desenvolvimento do grupo e fortalecer a conexão entre o artesanato e a conservação, mostrando que manter as onças vivas também pode gerar oportunidades para quem vive ao seu redor.

Em 2025, o grupo produziu 49 encomendas, movimentando mais de R$ 104 mil e proporcionando, em média, um aumento de 36% na renda anual das participantes. Mais do que peças em crochê, cada produto leva consigo uma mensagem: a onça agrega valor ao trabalho dessas mulheres, e sua conservação beneficia toda a comunidade.

Jaguatá Porã

Jaguatá Porã

O Jaguatá Porã é uma iniciativa desenvolvida em parceria entre o Projeto Onças do Iguaçu, o Hotel das Cataratas, A Belmond Hotel, e a Parimpacto, que une conservação, geração de renda e valorização da cultura indígena na comunidade Avá-Guarani Tekohá Ocoy.

Por meio de um processo participativo, as mulheres da comunidade co-criaram uma linha de produtos inspirada na onça-pintada, resgatando sua relação ancestral com esse animal, símbolo de território, conhecimento e coexistência. Mais do que desenvolver novos produtos, a iniciativa fortalece a identidade cultural, o protagonismo feminino e cria oportunidades de geração de renda associadas à conservação.

As oficinas foram conduzidas pela artesã Mônica Carvalho, especialista no trabalho com mulheres indígenas, reunindo 25 participantes em um processo construído com respeito aos saberes e à cultura local.

O nome da coleção foi escolhido pelas próprias participantes: Jaguatá Porã, expressão em guarani que significa "juntas caminhamos um belo caminho". O lançamento da linha está previsto para 2026.

Nozes & Onças

Nozes & Onças

O Nozes & Onças mostra que a conservação também pode gerar valor. A iniciativa nasceu da parceria entre o Projeto Onças do Iguaçu e o produtor rural Sílvio Guerini, que decidiu transformar a presença da onça-pintada em um diferencial para sua produção de nozes-pecã.

Ao associar o produto à conservação da espécie, o programa conecta consumidores que valorizam a biodiversidade a produtores comprometidos com a coexistência. Dessa forma, a onça deixa de representar apenas um desafio e passa a agregar valor ao que é produzido na região.

O lançamento da iniciativa reuniu parceiros da gastronomia e do turismo, entre eles o Hotel das Cataratas, A Belmond Hotel, Parimpacto, Le Pain du Chef e Oficina do Sorvete, demonstrando que diferentes setores podem contribuir para fortalecer uma economia baseada na conservação.

O objetivo é ampliar esse modelo para outros produtores e cadeias produtivas, mostrando que conservar a onça-pintada também pode gerar oportunidades, fortalecer a economia local e valorizar quem escolhe produzir em harmonia com a natureza.

Onça Peter atravessando a pista

Registros enviados pelo grupo Amigos da Onça auxiliam no monitoramento

Participação Ativa

A conservação só é efetiva quando feita a várias mãos. O projeto estimula a participação direta da sociedade, transformando cidadãos comuns em aliados da ciência.

📱 Amigos da Onça

Um grupo que reúne motoristas, guias e profissionais que atuam no Parque Nacional Iguaçu. Eles atuam como os "olhos" do projeto em campo, contribuindo com registros frequentes, vídeos e informações sobre a presença dos animais. Essa troca direta fortalece o monitoramento científico e cria um forte senso de pertencimento.

Pessoas e onças dividindo essa terra

Coexistência

Atuamos junto às comunidades do entorno do Parque Nacional do Iguaçu para reduzir conflitos, promover segurança e fortalecer relações de confiança, com base no diálogo e na presença constante no território.

Atuação no território

O trabalho é realizado em contato direto com moradores, por meio de visitas, orientação técnica e acompanhamento contínuo. Em casos de predação, a equipe investiga cada ocorrência para identificar corretamente o predador e orientar medidas mais eficazes, evitando conflitos desnecessários.

"A confiança é construída visitando cada propriedade e falando a linguagem do produtor rural."
Entrega de material para moradores lindeiros ao Parque Nacional do Iguaçu

Contato contínuo e direto com moradores da região

Orientação à moradores

Orientação à moradores

Instalação de Armadilha fotográfica

Instalação de armadilhas fotográficas

Manejo Preventivo

Durante as visitas às propriedades rurais do entorno, nossa equipe orienta os produtores sobre boas práticas de manejo para prevenir conflitos com animais silvestres. Também são identificadas vulnerabilidades, implementadas medidas de proteção e realizado o acompanhamento das áreas para reduzir riscos e fortalecer a coexistência entre pessoas e grandes felinos.

Conhecimento que Transforma

Capacitação e Cooperação

Acreditamos que a educação e o fortalecimento de redes são as melhores ferramentas para garantir um futuro seguro tanto para as pessoas quanto para a biodiversidade.

Capacitação

São realizadas capacitações com moradores, produtores, guias e agentes ambientais, fortalecendo o conhecimento local e a adoção de práticas preventivas.

O projeto também forma profissionais para atuação em conflitos entre pessoas e grandes felinos, com atividades realizadas em diferentes biomas do Brasil e no Centro de Conservação e Coexistência.

Rede de Coexistência

O projeto coordena a Rede de Coexistência da Tríplice Fronteira, que conecta iniciativas no Brasil, Paraguai e Argentina, promovendo a troca de experiências, capacitações e ações conjuntas. Essa articulação fortalece a cooperação entre países e amplia o alcance das estratégias de coexistência em uma paisagem compartilhada.

Capacitação de equipe e moradores

Promovendo conhecimento sobre coexistência e segurança para diversos públicos

Geração de Valor e Alternativas de Renda

O projeto desenvolve iniciativas que conectam conservação e geração de renda, fortalecendo o vínculo entre as comunidades e a permanência das onças na paisagem. O programa Onça Compensa atua no apoio a produtos e serviços que transformam a presença da onça em valor positivo para quem vive no entorno do parque.

Logo Programa Onça Compensa

Ciscando o Futuro

Integra segurança alimentar, bem-estar animal e mitigação de conflitos por meio da produção otimizada e segura de ovos e frangos caipiras.

Crocheteiras da Onça

Fortalece o trabalho e a autonomia financeira de mulheres da região do entorno por meio da valorização da produção artesanal em crochê.

Avá-Guarani Tekohá Ocoy

Trabalho com artesãs da aldeia Avá-Guarani Tekohá Ocoy, que fortalece a produção artesanal local tanto como fonte de renda quanto como pilar de valorização cultural.

Nozes e Onças

Agrega valor à produção local de moradores parceiros, reforçando a mensagem de que manter as onças vivas gera benefícios concretos para quem compartilha o território.

Reconhecimento e Rede Local

A iniciativa Propriedades Amigas da Onça reconhece e certifica locais que adotam boas práticas de manejo e contribuem ativamente para a conservação, fortalecendo uma rede orgânica comprometida com a proteção da fauna.

Fazem parte dessa rede o projeto Tocas da Onça, que oferece apoio logístico e hospedagem solidária, e o Rancho Jaguareté, um exemplo real de propriedade que transformou um histórico de predação em um complexo de turismo rural sustentável.

Propriedades Amigas da Onça

Certificação e reconhecimento de produtores rurais parceiros

Rancho Jaguareté: complexo de turismo rural

Rancho Jaguareté: complexo de turismo rural

Tocas da Onça

Programa Tocas da Onça

Conexão e Emoção

Comunicação

A comunicação é uma das frentes estratégicas do Projeto Onças do Iguaçu. Atuamos como elo entre ciência, território e sociedade, aproximando as pessoas da conservação por meio de uma linguagem acessível, sensível e baseada em evidências.

Estratégia

Mais do que divulgar informações, buscamos construir conexão emocional entre as pessoas e as onças-pintadas. Compartilhamos histórias, experiências de campo, registros da fauna e conteúdos educativos que aproximam o público da conservação e reduzem as barreiras entre a ciência e a sociedade.

Objetivo

Nossa comunicação busca transformar o medo em compreensão, fortalecer a coexistência entre pessoas e grandes felinos, ampliar a visibilidade da conservação e gerar engajamento em favor da proteção da onça-pintada e da biodiversidade do Parque Nacional do Iguaçu.